Como fica o professor nessa mudança?

secretário executivo da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Ricardo Paes de Barros realizou um estudo que aponta que a ampliação do ano letivo em dez dias aumenta aprendizado do aluno em até 44% no período de um ano. A partir da apresentação desse estudo, o MEC passou a discutir e pensar na possibilidade da ampliação da carga horária nas redes de ensino. De acordo com Paes de Barros, os alunos de baixa renda não podem ter muito tempo de férias, pois não têm como estudar nesse tempo que ficam em casa, pois não podem contar com o apoio da família que apresenta, também, baixa escolaridade. Acrescenta ainda que o Brasil precisa elevar o desempenho em educação, sendo esta ampliação uma importante iniciativa.

O Ministro da Educação, Fernando Haddad ainda não definiu se a mudança será feita a partir dos dias ou de horas letivos, pois acha necessário discutir primeiro com os secretários estaduais e municipais de educação.

Agora, eu pergunto:
Como fica o professor nessa mudança?

Retorno às aulas

Após as férias de meio de ano o professor volta à escola com toda energia para recomeçar. E recomeçar quer dizer “tornar a começar”. É o momento de rever o planejamento anual, semestral e bimestral. É hora de conversar com colegas professores e com a orientação pedagógica, é hora de rever  e avaliar como foi o trabalho no primeiro semestre. É hora de tornar a começar! É esse o momento!

Em sala de aula, comece o 2º semestre do ano revendo os “combinados” com a turma, relembrando quais as regras da escola e a melhor forma de segui-las. Faça uma avaliação com a turma a respeito dos conteúdos trabalhados no primeiro semestre. O que será preciso rever? É claro que essa avaliação poderá ser feita informalmente, através de brincadeiras, jogos ou até mesmo uma conversa. Se auto-avalie, avalie o que os alunos apreenderam. Esse é o momento!

Após essa avaliação, mãos à obra! continue o trabalho que começou a desenvolver no início do ano ou reinvente sua prática. Lembre-se, são mais 4 meses de aula, de convivência, de troca.

Um ótimo retorno!

7º Congresso Internacional de Educação (parte 2)

Sempre tive muita admiração pelo professor e filósofo Mário Sergio Cortela  – São Paulo, não só pelos livros que escreveu, mas por sua vida política e por ter trabalhado por 17 anos com Paulo Freire. Fez uma conferência tocante em relação à obra do professor. O tema da conferência foi: Qual a tua obra? Inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética.

Iniciou a sua fala ressaltando que todo educador precisa ter coragem para continuar a sua obra. Mostrou, através de uma perfeita oratória, como o trabalho do professor precisa ser munido de coragem, esperança, audácia e sabedoria. Explicou que a coragem não é a ausência de medo, mas a capacidade de enfrentá-lo. Assim deve ser o professor, capaz de enfrentar o medo e continuar a sua obra. E só tem coragem para continuar a obra o professor que é quente. Professor não pode ser morno, ser morno é ser medíocre. O mesmo acontece com o professor velho. Professor velho está engessado, não tem sensibilidade para entender o novo, é pessimista e acima de tudo um desistente. Há professores velhos e mornos de 18, 20, 30… anos. Cortella ressaltou que não se pode confundir professor idoso com professor velho. A jovialidade está na alma, na busca constantante, no encantamento com o novo.

Tenho certeza que muitas pessoas saíram da conferência com algumas dúvidas a respeito da prática da sala de aula.

Antonio Nóvoa – Portugal, enriqueceu o nosso dia com a conferência: Professores competentes e a escola de qualidade.

Iniciou sua fala  com  um discurso voltado para a explicação relacionada à Escola Nova e às mudanças necessárias para transformar a educação. Definiu os quatro aspectos que fazem parte do patrimônio pedagógico do século XXI que nada mais é que a identidade dos professores. A relevância da introdução desses quatro temas surgiu da necessidade da escola em ter essas práticas concretizadas. Os quatro  aspectos que surgiram com a Escola Nova vieram para reforçar que o aluno é o mais importante no processo de ensino aprendizagem que a escola ativa, voltada para o movimento, fazia com que os alunos aprendessem mais, um outro item discutido foi em relação à autonomia dos alunos que precisavam resolver os problemas sozinhos, pois eram capazes para isso e o último aspecto destacado por Nóvoa foi em relação à educação integral do ponto de vista cognitivo, ético, emocional, psicológico, afetivo e social.

Nóvoa falou da importância de uma revolução na educação, aquele modelo de escola ativa não mais caberia na sociedade que se formava.  Com o passar do tempo, essa mesma sociedade pede que a  escola deixe, então, de ser ativa para se tornar reflexiva. O aluno deixa de ser o centro do processo e o conhecimento ocupa esse espaço, a autonomia dos alunos é trocada pelo diálogo diversificado, pois se faz importante instaurar as regras de diálogo e da diversidade na sala de aula. A educação integral, tão valorizada na Escola Nova, sociedade de 100 anos atrás, é substituída por um espaço público de educação. A escola continua tendo o lugar, mas não ocupa todos os lugares.

Nóvoa ainda falou que o professor tem a função de fazer com que a criança goste do que não gostava, o objetivo do professor, não é agradar a criança, mas fazer com que adquiram conhecimentos e habilidades que não tinham antes. É imprescindível que o professor preste atenção na criança que não quer aprender. Encerrou a conferência com um pensamento de Alain.

” O difícil é conduzir os homens a agradarem-se, no fim, com aquilo que no princípio não lhes agradava nada” (Alain)

Para encerrar o dia, Eduardo Shinyashiki  – São Paulo, falou sobre a arte de conviver e aprender e quais os caminhos do conhecimento.

Confesso que iniciei a palestra escrevendo tudo o que via no telão, escrevi que a Epigenética estuda como o meio interno e externo interferem no indivíduo e mostra a grande capacidade que temos de nos adaptar… mas logo percebi que estava perdendo o melhor da conferência, estava perdendo justamente a relação! É característica do Eduardo fazer encontros assim, cheios de movimentos. Falou sobre a importância de vivermos o agora, aprendermos com o outro, respeitarmos o outro, pois com a convivência aprendemos mais, com a troca nos reinventamos e vencemos barreiras. Alguns vídeos e histórias de vida fizeram parte desse gostoso encontro.

7º Congresso Internacional de Educação (parte 1)

Oi pessoal! Estou aproveitando as férias de meio de ano para passear, acordar tarde sem peso na consciência, ler os livros que sempre quis, mas que não tinha tempo, ficar horas ao telefone conversando com amigos queridos que  moram longe e é claro, para estudar também.

Estou participando do 7º Congresso Internacional de Educação no Estado do Rio de Janeiro. É a quarta vez que participo e sempre saio das palestras e cursos muito satisfeita, cheia de ideias! Minha amiga, Flávia Lino foi uma ótima companhia, pois discutimos sobre os conteúdos apresentados e fizemos uma avaliação a respeito do que foi dito e do trabalho que realizamos. Será um congresso de três dias e tentarei retratar aqui alguns momentos e descobertas que considerar importantes. 

A primeira palestra foi com a Emília Cipriano de São Paulo, sobre “Formação do educador e sua influência no rendimento do aluno”. Read the rest of this entry

Programação para as férias de julho

As férias de julho chegaram! E para quem não vai viajar e pretende aproveitar as inúmeras atrações no Rio de Janeiro, segue uma lista com sugestões culturais. Aproveitem!

Exposição:

“México: Juan Rulfo, fotógrafo”

A exposição mostra uma coletânia de  70 fotografias tiradas em preto e branco entre 1940 e 1950 que mostram um México rural e humano.

Todas as fotografias foram tiradas por iniciativa pessoal de Rulfo, que organizou sua primeira exibição em 1960, apesar de sua discrição sobre sua faceta de fotógrafo.

Data: de 7 de julho a 7 de agosto de 2010
Local: Instituto Cervantes Rio de Janeiro – Sala de Exposições (térreo): rua Visconde de Ouro Preto, 62, Botafogo, Rio de Janeiro-RJ. De segunda a sexta, das 11 às 19h; aos sábados, das 11 às 14h.
Valor: Grátis
Informações: 0/xx/21/3554-5910 e site do Instituto Cervantes.

Filme:

O brilho de uma paixão

Em 1818, muito antes de ser considerado um dos mestres do Romantismo, o jovem (vivido por Ben Whishaw, de Perfume) apaixona-se por sua vizinha, a decidida Fanny Brawne (a australiana Abbie Cornish, um achado) no entanto, ambos convivem em mundos completamente diferentes até o dia em que se encontram num evento social.

Da premiada diretora Jane Campion, Brilho de Uma Paixão conta a história real do envolvimento entre o poeta inglês John Keats e sua vizinha. A cineasta é conhecida por receber o Oscar e a Palma de Ouro em 1996, por O Piano.

Local: Espaço de Cinema Rio de Janeiro – Sala 2 de 16 a 22/07/2010 às 15h10 – 19h30 – 21h45
Rua Voluntários da Pátria, 35 – Botafogo
(21) 2226-1986

Estação Barra Point – Sala 1 de 16 a 22/07/2010 às 14h – 19h
Avenida Armando Lombardi, 350 – Barra
(21) 3419-7431

Estação Laura Alvim – Sala 1 de 16 a 22/07/2010 às 13h – 15h10 – 17h20 – 19h40
Avenida Vieira Souto, 176 – Ipanema
(21) 2267-1647

Estação Vivo Gávea – Sala 3 de 15 a 22/07/2010 às 13h – 17h30 – 19h50 – 22h10
Shopping da Gávea: Rua Marquês de São Vicente, 52 – 4º andar – Gávea

Teatro:

A gaiola das loucas

Inspirado no filme francês La Cage Aux Folles, o musical escrito por Jean Poiret, com versão brasileira dirigida por Miguel Falabella, conta com um elenco de 25 atores, cantores e bailarinos.

A montagem narra a história de Georges, proprietário do cabaré A Gaiola das Loucas, local famoso pelos shows de transformistas, e de Zazá, a vedete mais famosa de toda a Riviera, que ao tirar a maquiagem, se transforma em Albin, com quem o proprietário mantém uma relação há 20 anos.

De 04/03 a 15/08 – Qui, Sex, Sab e Dom
Horário: qui e sex, às 21h; sab, às 18h e às 21h30; dom, às 19h
Preço: de R$40,00 a R$150,00 – $$$$

Local: Oi Casa Grande
Avenida Afrânio de Mello Franco – 290
Leblon
Fone: 3114-3716 / 3114-3712

Livro:

O fazedor de velhos

Neste romance de iniciação, Rodrigo traça o retrato de um artista quando jovem. O personagem Pedro tem dúvidas sobre seus caminhos, o que o leva a pensar em desistir da faculdade de História. Eis que conhece Nabuco, um professor que o auxilia na difícil tarefa de se colocar no mundo. E por meio dos livros conhecerá a si mesmo. Sobretudo quando aparece Mayumi, por quem sentirá uma nova forma de amor.

Autor: LACERDA, RODRIGO
Ilustrador: GALLINARI, ADRIANNE
Editora: COSAC NAIFY
Assunto: INFANTO-JUVENIS – LITERATURA JUVENIL

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