Meu aluno tem TDAH. O que faço?

Calma, não se desespere! Trabalhar com esse aluno será mais fácil do que você imagina!

Primeiro, é necessário ler muito e conversar com profissionais que conheçam e tenham experiência com crianças com esse transtorno.

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é caracterizado por uma baixa capacidade de atenção, impulsividade e hiperatividade que, contrariando o que muitas pessoas pensam, afeta  crianças e persiste na adolescência e vida adulta também.

As crianças que apresentam hiperatividade precisam ser o tempo inteiro desafiadas, pois perdem o interesse rapidamente por atividades que não chamem sua atenção.   

Os sintomas mais comuns são agitação exacerbada, dificultade em manter-se atento a atividades muito longas, agir antes de pensar, apresentar grande dificuldade em planejar, costuma perder seus pertences, tem dificuldade de concentração, dentre outros sintomas relacionados à falta de atenção e agitação.

Geralmente, o diagnóstico é feito quando a criança inicia sua vida escolar, pois nesta fase já começa a mostrar falta de atenção  ou  impulsividade exageradas.

Atenção! Apenas profissionais qualificados como neurologistas, pediatras ou psiquiatras podem diagnosticar se a criança tem ou não hiperatividade. Porém o professor será de grande relevância para identificar  e informar à família qualquer comportamento diferenciado do seu aluno.

É necessário que o professor conheça o assunto para que possa se apropriar de diferentes estratégias  diversificando e enriquecendo suas aulas de forma que permita que o aluno com TDAH se interesse pelas propostas e veja a escola como um local prazeroso.

Quando o aluno apresentar um comportamento inapropriado, é importante que o professor mantenha a calma e  imponha limites claros para este aluno. O professor precisa ser organizado e ter uma rotina organizada para que este aluno se sinta seguro e confiante no dia-a-dia da sala de aula. É imprescindível que este educador faça com que o aluno se sinta capaz e lhe dê condições de ter atitudes autônomas para  que possa se sentir útil para o grupo e sempre valorizar seus progressos mostrando que são capazes de melhorar cada vez mais.

Jean Piaget

Se estivesse vivo, o psicólogo criador da epistemologia genética Jean Piaget estaria completando hoje 114 anos. Este teórico desenvolveu grandes estudos com o objetivo de entender como acontece o desenvolvimento cognitivo.  Yves de La Taille, um grande estudioso das ideias de Piaget fala um pouco sobre seus estudos.

Vale a pena!

Uma ilha, uma escola, a professora…

Durante muitos anos estudei em uma escola tradicional, na qual não me sentia à vontade para falar o que pensava e esclarecer algumas dúvidas que me acompanhavam e que não tinha a possibilidade de esclarecer em casa. Sentia um grande medo de errar, de não saber, achava as aulas de Língua Portuguesa cansativas e as de Matemática me metiam medo. Meus pais decidiram mudar de cidade e procurar uma nova escola me dava alegria, pois sabia que essa era uma oportunidade de mudança. Fomos morar em uma ilha. Nesta ilha havia uma escola e nesta escola uma professora que me mostrou novos horizontes. Estudei e antes de me formar em professora decidi trabalhar e me tornar educadora. Nesta escola tive a possibilidade de conhecer um novo jeito de aprender, de interagir, de enxergar a educação assim como me permitia presenciar a luz do Sol daquele lugar iluminado. Nesta escola aprendi a ser educadora e com uma única professora que se virava em várias aprendi a compartilhar aulas. Em 1990 ouvia falar em construtivismo, Piaget, em aulas compartilhadas, em construção de conhecimento. Preciso dizer que naquela época não sabia qual a importância dessas palavras, dessa forma de ver o ensino, mas sabia que era bom ficar a par do que ouvia. Essa ilha, que tem essa escola onde mora e ensina essa professora me mostrou o valor da educação. Lá, eu tinha a possibilidade de fazer uma boa leitura com os alunos nas areias daquela praia calma, tinha a oportunidade de fazer trabalhos de artes plásticas embaixo de árvores frondosas e de trabalhar ética e respeito mútuo na prática. Nessa humilde escola eu podia juntar as turmas e fazer atividades diversificadas com todas as crianças que se ajudavam mutuamente, com essa professora,  aprendi a olhar no olho do aluno, entender a importância do abraço e perceber que o professor precisa ler, estudar e querer se aprimorar sempre.Nessa ilha aprendi a respeitar o mar assim como o conhecimento que o aluno traz, nessa escola aprendi que adaptando os espaços e materiais posso enriquecer a minha prática e com essa professora aprendi que nunca é tarde para inovar, nunca é tarde para aprender, nunca é tarde para recomeçar…

Essa ilha é Mar grande. Essa escola é CEPAJE e a minha professora é Enecy.

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