Alexandre Garcia fala sobre o descaso que há com a educação do nosso país. É importante assistir, refletir e fazer alguma coisa para mudar esta triste realidade.
A educação liberta!
Author: Thaize Torres Feijóout 5
Desabafo de uma professora!
Author: Thaize Torres Feijójul 15
Oi pessoal!
Depois de alguns meses de ausência e de muitos e-mails de colegas perguntando quando voltaria a escrever para o blog, decidi retornar com um desabafo.
Hoje, meu coração está um pouco apertado. Não dormi direito e estou com uma sensação dúbia: muito feliz por estar me preparando para a chegada de minha princesinha e triste por ter deixado tão precocemente meus alunos. Pois é, após as férias de meio de ano, entrarei em licença maternidade.
O último dia de aula foi um pouco confuso para mim. Sentia vontade de ficar pertinho de cada aluno. Colocá-los no colo, falar o quanto gosto de cada um deles e dizer que serão inesquecíveis. Mas não podia fazer isso de forma tão escancarada, eles poderiam ficar tristes e não era essa a minha intenção, então, preferi ficar de coadjuvante naquela sala, apenas sentindo, observando e lembrando dos momentos gostosos que passamos. Lembrei das broncas que tive que dar, das conversas, das emoções, preocupações etc. A vontade de chorar vinha, eu respirava fundo e seguia em meus pensamentos.
Ao sair, alguns alunos choraram, me abraçaram tão forte, me deram um beijo e falaram que me amam. Também os amo muito!!
Sei que já estava precisando mesmo parar, mas é muito difícil me desligar.
Nós, professores, temos isso, né? Um sentimento de pertença tão grande pelos nossos alunos, uma sensação de que só nós saberíamos cuidar direitinho daquele grupo. Sei que é besteira da minha parte, mas…
Esta turminha ficará para sempre guardada em minha lembrança e em meu coração.
Como sempre digo: A turma 301 é show!!
Meu aluno tem TDAH. O que faço?
Author: Thaize Torres Feijófev 27
Calma, não se desespere! Trabalhar com esse aluno será mais fácil do que você imagina!
Primeiro, é necessário ler muito e conversar com profissionais que conheçam e tenham experiência com crianças com esse transtorno.
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é caracterizado por uma baixa capacidade de atenção, impulsividade e hiperatividade que, contrariando o que muitas pessoas pensam, afeta crianças e persiste na adolescência e vida adulta também.
As crianças que apresentam hiperatividade precisam ser o tempo inteiro desafiadas, pois perdem o interesse rapidamente por atividades que não chamem sua atenção.
Os sintomas mais comuns são agitação exacerbada, dificultade em manter-se atento a atividades muito longas, agir antes de pensar, apresentar grande dificuldade em planejar, costuma perder seus pertences, tem dificuldade de concentração, dentre outros sintomas relacionados à falta de atenção e agitação.
Geralmente, o diagnóstico é feito quando a criança inicia sua vida escolar, pois nesta fase já começa a mostrar falta de atenção ou impulsividade exageradas.
Atenção! Apenas profissionais qualificados como neurologistas, pediatras ou psiquiatras podem diagnosticar se a criança tem ou não hiperatividade. Porém o professor será de grande relevância para identificar e informar à família qualquer comportamento diferenciado do seu aluno.
É necessário que o professor conheça o assunto para que possa se apropriar de diferentes estratégias diversificando e enriquecendo suas aulas de forma que permita que o aluno com TDAH se interesse pelas propostas e veja a escola como um local prazeroso.
Quando o aluno apresentar um comportamento inapropriado, é importante que o professor mantenha a calma e imponha limites claros para este aluno. O professor precisa ser organizado e ter uma rotina organizada para que este aluno se sinta seguro e confiante no dia-a-dia da sala de aula. É imprescindível que este educador faça com que o aluno se sinta capaz e lhe dê condições de ter atitudes autônomas para que possa se sentir útil para o grupo e sempre valorizar seus progressos mostrando que são capazes de melhorar cada vez mais.
Para pensar!
Author: Thaize Torres Feijóout 3
- Bem crianças , vocês estão dispensadas. Podem descer, com calma, para o pátio. A professora Zilma não virá hoje. Desconfio até que não poderá vir até amanhã!
- Legal não ter essa aula, tia Zara. A professora Zilma está doente?
- Não, não está doente, mas aconteceu uma coisa muito séria com ela e por esse motivo ficará sem dar aulas hoje e, como eu já disse, talvez até amanhã ou mesmo depois de amanhã…
- Puxa, tia Zara, então o que aconteceu com a professora foi mesmo grave. Ela por acaso sofreu algum acidente? Foi atopelada? Pisou em falso?
-Não, não e não! Não seja curioso. A professora Zilma não sofreu nenhum acidente, isto é, sofreu de uma certa forma, mas nada que atingisse seu corpo. Ela está bem de saúde e se achar o que perdeu, dará aula.
-Então ela perdeu alguma coisa? E alguém deixa lá de dar aula porque perdeu alguma coisa? O que foi que ela perdeu? Perdeu seus óculos?
- Não, já disse para não ser curioso. Está tudo em ordem com os óculos da professora Zilma. Além disso, se perdesse os óculos ela não iria faltar as aulas. Ela por acaso fala com os óculos?
- Mas, tia Zara, se não foram os óculos, o que foi então? Alguma coisa assim tão importante?
- Claro que foi uma coisa importante, pois eu não estou dizendo que sem isso ela não voltará a dar aulas…
- Ah! Então já sei. A classe inteira já sabe o que a tia Zilma perdeu. Puxa, tomara que ela nunca mais ache…
- Que é isso menino. Não seja assim maldoso. Se Deus quiser ela vai achar e todas as professoras estamos colaborando para isso. Mas diga lá, como você adivinhou? Como sabe o que tia Zilma perdeu?
- Isso é fácil, acho que ela perdeu suas fichas de apontamento, que, segundo ela mesma comenta, a acompanham há mais de quarenta anos. Sem suas fichas e suas anotações, como é que a coitada dará aulas?
Muito se fala da importância inadiável de se transformar informações em conhecimento e de se permitir que o aluno leve para rua e, portanto para sua vida e seu entorno, os saberes que na escola aprende. Mas, se a estrutura da aula tradicional não mudar, de nada adianta clamar pelos novos tempos, aprendizagem significativa, habilidades operatórias e o despertar de capacidades, competências e inteligências.
(Retirado do livro: Marinheiros e professores II, do educador Celso Antunes)
Matemática é vida!
Author: Thaize Torres Feijóago 26
Hoje fui ao lançamento do livro Matemática é vida da autora e educadora Paula Cavalcanti de Castro.
Ao folhear o livro fui me envolvendo cada vez mais nas imagens e propostas apresentadas. Esse instrumento de enriquecimento me fez pensar na Matemática da vida. E é sobre isso que agora escrevo!
É comum ouvir de educadores que o aluno já traz para o contexto da sala de aula, mesmo que de forma inconsciente, uma grande bagagem matemática resultante das experiências de sua vida. Em contrapartida, também é comum encontrar professores que levam para a sala de aula propostas descontextualizadas, fora da realidade do aluno, fora do seu nível de desenvolvimento e entendimento. Isso é o que faz com que a matemática seja vista por um viés de medo, incompreensão e até de repulsa por muitos desses alunos. Cabe ao professor criar estratégias que possibilitem a valorização desses conhecimentos trazidos. Conhecimentos pouco aproveitados e não estimulados em sala de aula.
O ensino da matemática precisa ser eficiente e ser eficiente é estar a serviço da vida. Estar a serviço da vida é valorizar nos alunos a construção de ferramentas indispensáveis para desenvolver suas habilidades matemáticas. Cabe ao professor favorecer e facilitar essa construção. O professor é o mediador desse processo, é ele quem favorece a troca, reinventa as estratégias, estimula o pensamento e desafia as mentes pensantes e pulsantes que habitam o contexto escolar. E para que o aprendizado matemático aconteça, é imprescindível que o aluno faça, se questione, se permita questionar, seja questionado, troque, interaja e discuta. É necessário que o aluno investigue e se sinta constantemente estimulado, sem medo de tentar, de interpretar e principalmente de pensar.
A matemática da vida é isso. É resolver problemas e desafios encontrando novos caminhos, é fazer a estimativa relacionando as ações do cotidiano, é trabalhar em grupo estabelecendo relações, é usar a tecnologia a serviço da construção e do desafio.
A matemática da vida é a construção de uma linguagem simbólica, mutável e investigativa.
A matemática é vida, está na vida, faz a vida!
A Matemática não mente. Mente quem faz mau uso dela. (Albert Einstein)
